Gramática

Ah, a temível Gramática. Há quem diga que ela tem a finalidade de orientar e regular o uso da língua, estabelecendo um padrão de escrita e de fala baseado em critérios variados. Os gramáticos se baseiam nas obras literárias de grandes escritores como ponto de partida para a normatização de estruturas linguísticas. Também são consideradas estruturas que tenham alguma lógica para aquela comunidade de fala. A tradição, calcada nos escritos mais importantes, também é fonte de inspiração para a Gramática, mesmo que seja o ponto de partida para críticas e análises. Muitos gramáticos apelam para o que é considerado “Bom Senso” quando não há explicações plausíveis sobre a existência de certas regras gramaticais. Leia Mais

Almeida Garrett – Quem foi?

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu com o nome de João Leitão da Silva no Porto a 4 de fevereiro de 1799, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptdo Douro (Vila Nova de Gaia), pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão. Mais tarde viria a escrever a este propósito: “Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia”. No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra. Leia Mais

Referências – Normas ABNT (regras gerais)

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), fundada em 28 de setembro de 1940, é responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (ABNT NBR), elaboradas por seus Comitês Brasileiros (ABNT/CB), Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE). As Normas ABNT definem todas as regras de praticamente todas as áreas. Quase todo universitário, graduando ou pós-graduando, tem sérios problemas com as Normas ABNT, especificamente as que tratam das Referências nos textos acadêmicos. Leia Mais

Denotação ou Conotação?

Muita confusão pode ser criada com o emprego inadequado das palavras.  Aí vem aquela pergunta: Isso é Denotação ou Conotação? Vamos tratar das diferenças semânticas que envolvem essas duas formas de se expressar.

Denotação ou Conotação?

É importante saber o que é denotação ou conotação? Sim! Extremamente importante. Saber como dizer é tão importante quanto saber o que dizer. Há uma grande diferença entre o que se diz e o que se quer dizer. Assim, vamos às definições de Denotação e Conotação.


Denotação

Essa é a denominação que se dá ao significado literal das palavras. Sempre que fazemos uso do sentido denotativo das palavras, estamos utilizando seu “significado real”. Esse uso exclui todas as possibilidades de ambiguidade. Vejam os exemplos abaixo:

“O braço é uma parte do corpo humano.”

“A língua é um órgão muscular móvel, situado na boca, que serve para sentir os sabores, deglutir e articular sons.”

“Os olhos de Joaninha eram verdes.”

Tomando esses exemplos, temos que as palavras em destaque não admitem dupla interpretação.

Conotação

Exatamente oposta à Denotação, esse estilo preza pela possibilidade de mais de uma interpretação do enunciado. Geralmente é empregada nas expressões idiomáticas. Vejam os exemplos abaixo:

braço direito”

língua de fogo”

olho gordo”

Em “braço direito”, pode-se fazer menção à parte do corpo humano, membro superior, que fica no lado direito, ou à pessoa de alta confiança de alguém. Esse caso precisa do contexto para solucionar essa dúvida.

No exemplo da “língua de fogo”, nenhum animal tem partes do corpo feitas de fogo. Esse uso é fruto da comparação da forma que a chama tem com a da língua.

O “olho gordo” só pode ser considerado uso conotativo, para “olho”, pois se quiséssemos indicar o tamanho exagerado do órgão citado, diríamos “olho inchado”.

Esses usos são metafóricos por excelência. A metáfora é toda conotativa.


Como utilizar Denotação ou Conotação num texto?

Nos dicionários, de boa qualidade, a primeira referência à entrada é no âmbito denotativo e, em alguns casos, seguido de seu sentido conotativo. Normalmente expressões populares e gírias estão em sentido conotativo, por vezes a literatura também toma a conotação como recurso para impactar de forma diversa o leitor. As expressões a seguir não são tomadas ao pé da letra, todas têm sentido conotativo.

“Pé no saco.”

“Minhoca na cabeça.”

(fulano é um) “Coxinha.”

“Água com açúcar.”

Conseguem ver algum problema nas frases abaixo?

“João quebrou a cara quando chegou ao trabalho.”

“Ele é um doente.”

“Estou com o pé na lama.”

Há expressões que podem ter denotação ou conotação a depender do contexto. A frase da imagem destacada neste artigo apresenta esse mesmo problema, mas em inglês. A frase do cartaz, que indica onde estão os banheiros masculino e feminino, diz: “MEN to the left because WOMEN are always right.” A tradução literal seria “Homens à esquerda porque as mulheres são sempre direita.” Porém, a palavra “right” pode ser “direita” ou “certo”. Assim, o trocadilho fica muito mais interessante se traduzido por “Homens à esquerda porque as mulheres sempre têm razão.”

Principais textos denotativos

Dê preferência á esse estilo quando tiver que redigir textos cuja função essencial seja a referencial, transmitir informações precisa, argumentar, orientar, etc. Os principais tipos textuais que se valem desse recurso são: artigo científico, artigo de opinião, ata, bula de remédios, editorial, manual de instrução, memorando, receita, reportagem, redação de vestibular, resenha, etc.

Principais textos conotativos

Sabendo que esse recurso permite maior liberdade criativa, pode-se empregar palavras com mais de um sentido em textos literários, músicas, textos publicitários.

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Interpretação de “A música”

Neste artigo, apresento uma interpretação do poema “A música”, de Luiza Figueiredo. Tive a oportunidade de ter contato com esse poema há algum tempo, mas ainda não tinha feito nenhuma reflexão sobre o mesmo. Assim, espero que gostem dos meus apontamentos aqui feitos. Originalmente esse poema foi postado em 2014, nesse blog A música. Não vou questionar pontuação ou qualquer tipo de recurso estilístico utilizado pela autora. A licença poética permite que os autores escrevam da maneira que melhor convier para expressar sua intenção, isso aqui não é uma redação de vestibular Leia Mais