O Adjetivo pertence a um inventário aberto, essa classe sempre pode ser aumentada. A estrutura interna do adjetivo consiste na combinação de uma base, um radical, mais algumas desinências. Geralmente concorda com o núcleo do sintagma em gênero e número, mas não existe nenhuma obrigação de concordar com o grau.

CONCEITO DE ADJETIVO

Adjetivo é uma palavra utilizada para restringir os significados do Substantivo. Essa restrição é benéfica, pois a informação deixa de ser vaga e ampla, caracterizando aquele indivíduo entre todos os seus semelhantes.

GÊNERO DOS ADJETIVOS

Há dois tipos de adjetivos em língua portuguesa, os adjetivos uniformes e os adjetivos biformes.

São aqueles que têm apenas uma única forma. Acompanham os substantivos de ambos os gêneros gramaticais (masculino e feminino). Via de regra, terminam em: “a” , “e”, “o”, “l”, “r”, “z”, “m” ou “s”:

As exceções são:

Possuem duas formas que concordam com o gênero gramatical do substantivo que modifica. Assim, há uma forma para os substantivos masculinos, e outra para os femininos. Há cinco possibilidades de terminação dessas palavras.

Nos terminados em “o” átono, troca-se o “o” por “a” também átono :

CUIDADO!

A palavra “trabalhador” pode ser substantivo ou adjetivo. Quando é substantivo, tem por feminino “trabalhadora”; quando é adjetivo, tem por feminino “trabalhadeira”. Coloquialmente, principalmente no Rio de Janeiro, não percebo esta última forma sendo empregada amplamente, mas minha percepção é que “trabalhadeira” estaria ligado ao dialeto do Nordeste do Brasil, não tenho nenhum dado científico que comprove tal percepção.

Soma-se “a” final das palavras terminadas em “u”, “or”, “ês”:

Exceções:

Aqueles terminados em “eu”, muda-se para “eia”:

Geralmente, o “e” no masculino é fechado, no feminino é aberto, mas não acentuado.

Exceções: judeu, judia; sandeu, sandia.

Os terminados em “ão” podem mudar para “oa”, “ã” ou “ona”:

Há casos em que dois adjetivos se juntam para formar um só, são chamados Adjetivos compostos. Somente o segundo elemento pode assumir a forma feminina:

A única exceção é surdo-mudo, que tem por feminino surda-muda:

NÚMERO DOS ADJETIVOS

As regras que regulam a formação do plural dos adjetivos são, em linhas gerais, as mesmas que regem a formação do plural dos substantivos.

Assim que:

Recebem a desinência s:

Observação

Terminado o adjetivo em vogal ou ditongo nasais (im, om, um, em), é trocado, na escrita, o m por n, antes do acréscimo do s:

Recebem, de regra, es:

Exceção:

“simples”, geralmente, é invariável.

Grupam-se de acordo com a vogal que precede o “L”

a) al, ol, ul. Têm mudadas estas terminações para ais, óis e uis, respectivamente:

b) el. Têm trocada esta terminação por éis (ou eis, se for átono):

c) il. Quando tônico, o il se muda em is-, quando átono, em eis:

A norma é apresentarem o plural em ões:

Exceto:

1) Os que formam o plural em ães:

2) Os que formam o plural em ãos:

Tem havido muita indecisão por parte dos escritores. Com segurança, poder-se-ão apontar, talvez, apenas as seguintes normas:

a) Recebem a desinência de plural somente no último elemento os compostos de palavra invariável + adjetivo ou adjetivo + adjetivo:

Exemplos:

Excetuam-se:

b) São invariáveis os compostos de adjetivo de cor + substantivo.

Exemplos:

Também o são:

c) Flexionam-se apenas no último dos termos os compostos de adjetivo + adjetivo, quando ambos designam nomes de cor:

Menos comum é a invariabilidade (paredes azul-claro), ou a flexão de ambos os adjetivos (cabelos castanhos-escuros).

d) Cabe referir, finalmente, os substantivos de cor que funcionam como adjetivos. Assim, são invariáveis:

GRAUS DE SIGNIFICAÇÃO DO ADJETIVO

A significação de um adjetivo pode receber intensidade maior, ou menor. Daí a existência de dois graus: o comparativo e o superlativo.

Quando fazemos uma comparação, chegamos infalivelmente a um destes resultados: a qualidade que se compara é superior, ou inferior, ou igual à que serve de termo de comparação. Seja o adjetivo antiga:

Há, portanto, três espécies de comparativo, que assim se expressam em português:

SUPERLATIVO

Com o superlativo exprime-se uma qualidade no mais alto grau de intensidade:

Esta cidade é a mais ANTIGA da Europa.

Esta cidade é muito ANTIGA, ou antiquíssima.

No primeiro dos exemplos, o superlativo diz-se — relativo, pois a qualidade considerada mais intensa somente o é em relação às demais cidades da Europa; no segundo caso, o superlativo chama-se — absoluto, porquanto aquela qualidade não se compara à de nenhuma outra cidade. Este último tipo de superlativo, o absoluto, apresenta-se com dois aspectos:

a) Sintético, quando expresso por uma só palavra (adjetivo + um sufixo peculiar: íssimo, rimo, etc.):

elegant(e) + íssimo = elegantíssimo

b) Analítico, se formado com a ajuda de um advérbio de intensidade {muito, excessivamente, extraordinariamente, etc.):

muito elegante

extraordinariamente elegante

Tipos de Superlativos:

  1. Relativo de superioridade (o mais… de, ou dentre);
  2. Relativo de inferioridade (o menos… de, ou dentre);
  3. Absoluto sintético (adjetivo + íssimo, rimo, etc.);
  4. Absoluto analítico (advérbio de intensidade + adjetivo).

Exemplos:

1) Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno têm formas especiais de comparativo e superlativo:

bom, mau, grande, pequeno

melhor, pior, maior, menor

ótimo, péssimo, máximo, mínimo

o melhor, o pior, o maior, o menor

A língua portuguesa não admite “mais bom”, “mais grande”, salvo “mais mau”, “mais pequeno”. Caso haja a intenção de usar a palavra “mais” antes de “bom” e “grande” para contrapor qualidades, o uso é permitido. Exemplos:

2) Alguns comparativos e superlativos não possuem a forma normal correspondente.

— superior — supremo e sumo

— inferior — ínfimo.

3) Algumas formas literárias de superlativo absoluto sintético:

A terminação geral do superlativo absoluto sintético é “íssimo”, a qual se junta ao radical dos adjetivos, na forma em que estamos acostumados a vê-los:

Às vezes, porém, o radical do adjetivo adquire, ao se lhe formar o superlativo, uma aparência diversa da que tem habitualmente:

A razão é que estes últimos superlativos são tirados dos radicais latinos dos adjetivos, ao passo que os primeiros são formados com os radicais destes mesmos adjetivos em sua forma portuguesa.

Ver também

Como é o Complemento Nominal?

Adjunto Adverbial

Adjunto Adnominal

Análise Sintática: 3 termos importantes

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