Complemento Circunstancial

Caso você não esteja estudando sintaxe pela gramática do Rocha Lima, você não sabe do que se trata o Complemento Circunstancial. Pode parecer bem complicado e bem difícil, mas vai perceber que não é um bicho de sete cabeças e que essa nomenclatura e a proposta de classificação são bem coerentes. Recomendo a leitura do artigo que escrevi sobre Adjunto Adverbial. Já adianto que todos os casos de Complemento Circunstancial são classificado como Adjuntos Adverbiais pela Gramática Tradicional, não está errado, mas é uma forma única de classificação apresentada, oficialmente, por Rocha Lima.

Complemento Circunstancial: Características Gerais

Segundo Rocha Lima: “É um complemento de natureza adverbial — tão indispensável à construção do verbo quanto, em outros casos, os demais complementos
verbais”. Isso quer dizer que o elemento que está próximo ao verbo, conferindo-lhe informação adicional, for necessário para a compreensão do enunciado, este não será um mero Adjunto, mas um Complemento Circunstancial, por exemplo: Morar em Paquetá; Ter alguém ao colo; Estar à janela.

Complemento Circunstancial: Como Reconhecer

a) Um nome precedido pelas preposições “a” ou “para”, indicativas de direção:

Ir a Roma.

b) Um nome com ou sem preposição que exprima tempo/ocasião:

Viver muitos anos.

Trabalhar toda a vida.

A guerra durou cem anos.

“E o meu suplício durará por meses.” (ALEXANDRE HERCULANO)

c) Um nome sem preposição, que indique peso/preço/distância no espaço e no tempo:

Pesar dois quilos.

Valer uma fortuna.

Custar mil cruzeiros.

Recuar três léguas.

Envelhecer vinte anos.

Distar muitos quilômetros.

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