Uma imagem bastante associada ao amor é a figura de um anjinho pelado (ou seminu) com um arco e flecha que une casais ao flechar os corações dos apaixonados que é muito recorrente no Dia dos Namorados. Essa figura é comumente chamada de Cupido, o responsável por unir os casais. Como quase todos os deuses romanos, Eros e Cupido são associados a uma mesma figura, mas algumas características dessas duas divindades podem não corroborar tal acepção.

Cupido e Eros: Semelhanças

Cupido, ou Amor, era o filho de Vênus (deusa do amor, da beleza e da fertilidade) com Marte (o deus da guerra e guardião da agricultura). Sua imagem está sempre associada ao seu arco e flecha. Sempre que sua mãe ordenava, Cupido flechava humanos e deuses, despertando a paixão.

Eros, filho de Afrodite com Ares, assim como sua versão romana, possui um par de asas, cabelos louros, arco e flecha (às vezes pode aparecer uma tocha em sua representação. Também é a personificação do amor e da paixão.

Cupido e Eros: Diferenças

Se a figura angelical de Cupido ficou no imaginário pós-clássico, a Eros geralmente são atribuídas características mais… eróticas… menos românticas… mais… luxuriosas, porém sem depravação.

A palavra cupido (-inis) significa “desejo”, gerando o adjetivo “cúpido” em língua portuguesa; as palavras “erótico” e “erotismo” têm como origem o nome do deus Eros. Ao que parece, a versão grega é relacionada com a parte adulta, mais “carnal” que a versão romana, fadada ao anjinho pelado que atira flechas nas pessoas.

Outra diferença é a origem do deus Eros. Cupido é filho de Venus com Marte e não há muito que se discutir sobre isso, mas há algumas versões bem diferentes para o nascimento de Eros.

No Banquete, Platão diz que Eros é filho de Pínia com Poros, vindo a servir a Afrodite como seguidor e ministro. Em outras histórias, Eros é filho de Afrodite e Ares, mas há histórias que indicam que ele seria filho apenas de Afrodite.

Em sua teogonia (origem dos deuses), Hesíodo apresenta um deus primordial com um nome bem interessante, Eros. Para Hesíodo, Caos (o vazio), Gaia (a Mãe-Terra), Tártaro (o abismo), Eros(o amor), Érebo (as trevas) e Nix (a noite) eram os deuses primordiais e a partir deles tudo foi criado.

Então teríamos dois deuses com um mesmo nome? Ou temos uma mesma divindade com duas origens diferentes?

Reparem que é muito confusa essa divergência para a mentalidade do século XXI d.C., pois estamos acostumados com uma narrativa única e linear. O importante é que a força de Desejo era uma das forças primevas e com o passar do tempo foi associada à deusa da beleza, da fertilidade e do amor.

Cupido e Eros são a mesma pessoa quando unificamos a cultura grega com a romana, mas muitos termos da psicologia/psicanálise se baseiam no nome grego para descrever comportamentos humanos que envolvem o amor e o sexo, os principais autores que tratam desse tema foram Carl Gustav Jung e Sigmund Schlomo Freud.

Os Erotes

Os erotes (em grego Ἔρωτες), na mitologia grega, eram os quatro filhos alados de Afrodite, que personificavam várias faces do amor. Eram companheiros constantes da deusa, sempre retratados ao seu lado. Erotes é o plural de Eros (“Amor, Desejo”), que, como uma divindade singular tem uma mitologia mais complexa.

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