Ortografia (reflexões)

Durante muito tempo, o que prevalecia na escrita era a correspondência do texto escrito com a pronúncia de cada palavra. Ortografia parece ser um dos maiores traumas de brasileiros, principalmente, no estudo de Língua Portuguesa. Sempre que se pensa nesse tipo de estruturação de palavras pensamos em palavras difíceis como “vosmecê”, “cousa”, entre outros. Quando se trata da fala, as palavras antigas ficam muito marcadas como diferentes do sistema atual. A padronização da escrita das palavras portuguesas é muito recente em relação à  idade da língua portuguesa.


Ortografia: Reflexões gerais

Não havia refinamento nem uma Norma-padrão. Pensar que a norma padrão é algo prejudicial errado porque saber  como uma palavra deve ser escrita é extremamente importante. Padronizar a escrita das palavras é um benefício muito grande. Assim, um maior número de pessoas pode ter acesso à informação. Podemos ler uma palavra e saber que ela foi escrita com uma determinada intenção. As raízes e demais letras utilizadas na escrita, seguindo certos padrões, permitem ter uma ideia melhor do que está sendo comunicado. A história da ortografia portuguesa pode ser separada em três grandes períodos o período fonético o período pseudoetimológico E um período histórico científico.

Ortografia: Período Fonético

Esse  primeiro período é conhecido como Período Fonético.  Nessa fase todas as palavras eram escritas da mesma forma que eram ditas não havia uma regra sobre a grafia de uma determinada palavra e uma mesma palavra poderia ser escrita com mais de uma forma. Lema já que por questões dialetais muitas palavras podem ser pronunciadas de uma forma numa determinada região e pronunciadas de outra forma em outra região se a escrita baseada na fala então a forma como é dita pode atrapalhar pode causar dúvidas com relação ao entendimento de qual seria a palavra exata e nem sempre o contexto ajudaria.
Olhar o período fonético com os olhos do século XXI é um erro terrível. O processo de construção do conhecimento nos séculos XII e XIII não dispunha da tecnologia que temos atualmente. Criticar a escrita dos primórdios da língua portuguesa não tem qualquer fundamento, pois era o único recurso que eles tinham na época. Mas esse tipo de escrita ressuscitou com a popularização da internet.

Ortografia: Período Pseudoetimológico

Somente a partir do século XVI, os gramáticos passaram a adotar um sistema que pretendia refletir a etimologia das palavras. Estudando os textos latinos e gregos, muitos gramáticos começaram a escrever as palavras baseados no que acreditavam ser culto. Pode-se dizer (com muitas ressalvas) que esse período trouxe um retrocesso ao curso natural língua. Esse retrocesso que eu menciono diz respeito à evolução pelas quais as línguas passam. nesse sentido muitas palavras foram alteradas voltando alguns encontros consonantais por exemplo alguns encontros vocálicos foram alterados.


Ortografia: Período histórico-científico

Somente no início do século XX, os gramáticos e estudiosos da língua passaram a adotar um sistema de ortografia diferenciado. Com os avanços nos estudos linguísticos, mudanças de postura frente ao que se entende por Língua, passamos ao período histórico-científico da ortografia portuguesa.

Ortografia: O “internetês”

Muita gente reclama desse tipo de escrita por que acredita que a língua portuguesa vai acabar. Há quem acredite que as pessoas vão parar de escrever corretamente. Porém esse uso da língua portuguesa não se baseia no compromisso de passar a informação da maneira que a Gramática Tradicional exige. O que está em evidência é  a informação a ser passada, de forma que a mensagem seja escrita o mais rápido possível. Muitas palavras sofrem redução, omissão de letras, de acentos, entre outros recursos, contrariando praticamente todas as normas da Gramática Tradicional. Hoje o mais importante não é apenas o som, também a velocidade de escrita é considerada.

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