Já tratamos do processo de Prefixação, mostrando como esse processo derivacional é importante e enriquece o léxico português. Olhando para a ponta esquerda da base lexical, temos os prefixos, na outra ponta da palavra, temos os Sufixos. Neste artigo trataremos dos processos que envolvem a Sufixação e algumas implicações.

O que são Sufixos?

Vimos que os prefixos ainda guardam algum resquício de sentido da palavra original, adicionando essa informação à nova palavra base, o sentido da palavra primitiva, os sufixos, vazios de significação, têm por finalidade formar séries de palavras da mesma classe gramatical. Assim, por exemplo, o único papel do sufixo ez é criar substantivos abstratos, tirados de adjetivos: altivo — altivez; estúpido — estupidez; malvado — malvadez; surdo — surdez, etc.

Principais Sufixos

SUFIXOS LATINOS

SUFIXOS GREGOS

SUFIXOS DE OUTRAS PROCEDÊNCIAS

1) Ibéricos

2) Italiano

3) Germânicos

4) Tupi

5) De origem desconhecida

Questões importantes

De certa maneira, há sufixos especiais que dão informações específicas sobre Tempo, Modo, Número e Pessoa gramatical. Também chamados de Desinências, esses tipos de morfemas apresentam duas informações específicas: Sufixo Modo-Temporal (SMT) e Sufixo Número-Pessoal (SNP). Esses sufixos verbais merecem tratamento diferenciado e serão abordados em outro artigo.

Lemle (2002) estudou os sufixos -ejar, -ear, -izar, -ecer, -fazer e -ficar. Note-se que são sufixos alocados entre a raiz e as desinências verbais. A autora trata particularmente de cada um, discutindo: quais deles podem ser considerados verbalizadores; quais os critérios de seleção semântica restringem a combinação entre raízes e sufixos; qual seria o princípio de conexão entre a semântica e se a sintaxe interfere na (in)transitividade do verbo derivado.

Lemle (2002, p. 322) conclui da seguinte maneira:

Morfemas categorizadores de verbo são -ece, -iza e zero.
Resgatar em Hale e Keyser a preposição nula parece útil para entender propriedades de regência, propriedades aspectuais e propriedades das seleções de novos morfemas categoriais.
Aspecto não é um morfema, mas um resultado interpretativo.
Operações semânticas como mudança de tipo operam na derivação on-line e têm efeito no prosseguimento da computação. Os domínios que restringem essas operações é uma questão que deverá ser aprofundada. Nominalizadores são sensíveis a aspecto quando este é sintaticamente expresso, ainda que apenas como resultado da computação semântica.

Fontes:

LEMLE, Miriam. SUFIXOS EM VERBOS: ONDE ESTÃO E O QUE FAZEM. Revista Letras, [S.l.], v. 58, dez. 2002. ISSN 2236-0999. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/letras/article/view/18362. Acesso em: 02 maio 2019. doi:http://dx.doi.org/10.5380/rel.v58i0.18362.

ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. 1915-1991 Gramática normativa da língua portuguesa / Rocha Lima. 49.ed. – 49.ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2011. pp. 259-265.

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